terça-feira, 14 de outubro de 2014


A coisa chata da política  

  Ola! Sejam todos bem vindos ao segundo turno das eleições, para o cargo presidencial da república federativa do Brasil. E como 90% dos brasileiros costumam dizer, "existem duas coisas que não se discuti, religião e politica"; ou ainda dizemos assim, "perder tempo falando de politica é tudo ladrão mesmo". 
  Parabéns a você que faz parte desse discurso, e que já o repetiu por muitas vezes; você também faz parte da massa de manobra eleitoreira, e sem dúvida internalizou direitinho a idéia que a elite quer que você propague, de que politica é uma coisa muito difícil, e chata e que não vale a pena questionar, porque nada vai mudar.
   Enquanto esse ciclo de desinteresse pela politica continua a acontecer, famílias que detêm o poder intelecto/monetário continuam a ficar mais ricas, e a preparar seus sucessores para continuar ocupando os lugares de mandantes e jamais de subalternos da nossa sociedade.
   Já a maioria da população brasileira, pobre, de periferias, e ditas de cor, que necessitam de politicas publicas para superar a sobrevivência e ganhar o direito de viver, continua sempre a reclamar da situação com o vizinho, a reclamar do tamanho da fila do SUS com os companheiros de espera, e continua tudo sempre do mesmo jeito (Obs: Claro que existe melhoras, mas ainda precisamos de muitos mais).
   Não é de se acreditar que chegado o momento das eleições, essa massa sofredora e que juntos somam a maior parte do povo brasileiro, tenham inúmeros convencidos a simplesmente não opinar em quem governará o nosso país, em quem estará diretamente ligado com a nossa história politica, social e econômica. Me pergunto por vezes se seria medo de fazer uma escolha ruim? Se seria o medo de se sentir culpado se não der certo? Pode ser tudo isso, ou nada disso é claro, mas sem dúvida a covardia é de muito mau gosto, votar em branco ou anular o voto, é muita falta de descomprometimento consigo mesmo, e com todas as pessoas de seu afeto.
   Não tenho a pretensão aqui direcionar o voto de ninguém, mas como falei da coragem de se comprometer, afirmo meu voto a reeleição da presidenta Dilma. Tenho sim sede de mudança, e de coisas novas, mas reconheço os avanços que o Brasil teve nos últimos tempos. Apesar de ser AINDA muito nova para ter propriedade sobre a história politica do país, mas aprendi estudando e ouvindo dos meus mais velhos como foi o nosso passado; e hoje não considero votar em Aécio uma expressão de mudança, muito pelo contrario, vejo essa candidatura como um retrocesso na história do nosso país. Então diante das opções a mim ofertadas, voto em Dilma para assegurar uma mudança futuramente. E não posso deixar de dizer que estou profundamente confusa com as eleições, achei que o gigante que havia acordado nas manifestações daria a sua respostas agora, nas urnas, mas enfim, vamos ao segundo turno nos comprometendo com o rumo do nosso país.

(Costa, Magali. 2014)


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