quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A fria modernidade

Geração coca-cola, ops! Isso já é velho, fora de moda.
                            A nova onda do momento? Tirar foto no espelho pra postar no facebook,
               ou ainda melhor, a self  tá de ultima, de preferência com beijinho no ombro 
                            pra mostrar que tá podendo.

E aquela história de "Eu quero uma casa no campo, 
                           onde eu posso compor muitos rocks rurais", 
                           essa história aí já ficou pra trás.
                           O que está causando frisson é o vale-night com ostentação.
                           E pra ficar desbloqueada na badalação, pega um label e um doce, 
                           pra mostrar que tá por dentro.

                   E não podemos esquecer " Dos amigos do peito e nada mais".
                           #Sóquenão, agora mudaram de nome e são chamados de seguidores,
                           e eles dizem assim: Troco likes e segue de volta. 
                           Podem ser de mentira ou de verdade, 
                           mas o que realmente importa são os números  de curtidas,
                           pra mostrar que tá popular.

E quem falou em silêncio das línguas cansadas? 
                           Elas agora comentam sobre a rasteg diária, 
                           e vale em todos os lugares, em todas as frias redes sociais, 
                           que aproxima os longes e afasta os pertos,
                           que cruza oceanos e afasta olhares e corações. 
                           E tudo isso para que?  Pra mostrar que tá atualizada 
                           com a estrutura tecnológica da informação,
                           comunicação e desumanização.

(Costa, Magali. 2014)





terça-feira, 14 de outubro de 2014


A coisa chata da política  

  Ola! Sejam todos bem vindos ao segundo turno das eleições, para o cargo presidencial da república federativa do Brasil. E como 90% dos brasileiros costumam dizer, "existem duas coisas que não se discuti, religião e politica"; ou ainda dizemos assim, "perder tempo falando de politica é tudo ladrão mesmo". 
  Parabéns a você que faz parte desse discurso, e que já o repetiu por muitas vezes; você também faz parte da massa de manobra eleitoreira, e sem dúvida internalizou direitinho a idéia que a elite quer que você propague, de que politica é uma coisa muito difícil, e chata e que não vale a pena questionar, porque nada vai mudar.
   Enquanto esse ciclo de desinteresse pela politica continua a acontecer, famílias que detêm o poder intelecto/monetário continuam a ficar mais ricas, e a preparar seus sucessores para continuar ocupando os lugares de mandantes e jamais de subalternos da nossa sociedade.
   Já a maioria da população brasileira, pobre, de periferias, e ditas de cor, que necessitam de politicas publicas para superar a sobrevivência e ganhar o direito de viver, continua sempre a reclamar da situação com o vizinho, a reclamar do tamanho da fila do SUS com os companheiros de espera, e continua tudo sempre do mesmo jeito (Obs: Claro que existe melhoras, mas ainda precisamos de muitos mais).
   Não é de se acreditar que chegado o momento das eleições, essa massa sofredora e que juntos somam a maior parte do povo brasileiro, tenham inúmeros convencidos a simplesmente não opinar em quem governará o nosso país, em quem estará diretamente ligado com a nossa história politica, social e econômica. Me pergunto por vezes se seria medo de fazer uma escolha ruim? Se seria o medo de se sentir culpado se não der certo? Pode ser tudo isso, ou nada disso é claro, mas sem dúvida a covardia é de muito mau gosto, votar em branco ou anular o voto, é muita falta de descomprometimento consigo mesmo, e com todas as pessoas de seu afeto.
   Não tenho a pretensão aqui direcionar o voto de ninguém, mas como falei da coragem de se comprometer, afirmo meu voto a reeleição da presidenta Dilma. Tenho sim sede de mudança, e de coisas novas, mas reconheço os avanços que o Brasil teve nos últimos tempos. Apesar de ser AINDA muito nova para ter propriedade sobre a história politica do país, mas aprendi estudando e ouvindo dos meus mais velhos como foi o nosso passado; e hoje não considero votar em Aécio uma expressão de mudança, muito pelo contrario, vejo essa candidatura como um retrocesso na história do nosso país. Então diante das opções a mim ofertadas, voto em Dilma para assegurar uma mudança futuramente. E não posso deixar de dizer que estou profundamente confusa com as eleições, achei que o gigante que havia acordado nas manifestações daria a sua respostas agora, nas urnas, mas enfim, vamos ao segundo turno nos comprometendo com o rumo do nosso país.

(Costa, Magali. 2014)


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Flor de encantos


Não sei ao certo por que você apareceu, 
só sei que me trouxe uma mistura de sentimentos, 
desde a esperança de vida nova a dor da perda. 

Nessa vida cíclica , 
é sempre muito bom o inicio de novos ciclos,
 mas para que isso aconteça é preciso que outros sejam fechados,
 e isso nem sempre é fácil.

Nesse seu encanto incontestável, eu sonho em me perder,
 em me deixar enfeitiçar pela rainha do mar, 
esse mar que é todo meu, 
cheio de devaneios, encontros, desencontros e reencontros.

Beleza? Ah, tem de sobra!
 Mas é muito mais que isso, sem deixar de ser isso,
 pois virtudes também são belezas
 que reflete nos olhos de quem ti vê. 
E o nome dessa beleza é a flor de muçambê.




(Costa, Magali.2014)




  





* Um pouco de poesia romântica para nos alegrar a alma, tão sedenta de paixões e plenitude.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Cidade do Salvador

Miséria, companheira constante da sobre vivência,
vivemos lado a lado em decadência, de olhos 
fechados sem consciência, fazendo do riso o nosso tema.

Pelourinho lugar de libertação e visitação,
mas na verdade os turistas tomam chimarrão
 nas praças, enquanto que os baianos miseráveis
 mendigão nas esquinas por um prato de comida.

Enquanto tudo isso acontece;
na televisão si discuti quem vai ganhar um milhão.
Nessa desigualdade assustadora, uns sonham
 em conhecer a Europa, outros só pensam
em passar droga.

Essa é a realidade da cidade do Salvador,
que ao invés de salvar, mata a sociedade,
com o enterro da saúde e a falta da educação.

(Costa, Magali. 2008)
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